A História do Jeans: da Revolução Francesa aos dias atuais

O Jeans é, atualmente, uma peça indispensável do nosso guarda-roupa. Mas será que foi sempre assim? Você vai ver que o tecido passou por diversas superações até se tornar a peça popular, que hoje é a menina dos olhos de qualquer pessoa.

No blog de hoje você vai conhecer a história imperdível do tecido que é o queridinho de todos.

Da cidade de Nimes para o Mundo

O início da jornada do jeans se deu em 1972 na cidade de Nîmes no sul da França. Foi aí que surgiu o nome Denim, junção fonética de “de Nimes”.

Na época, o tecido era mais encorpado, o que garantia muita durabilidade para sua composição, que consequentemente, era muito diferente da forma como o conhecemos hoje em dia. Um dos exemplos disso é o seu tingimento, que não era azul, e sim marrom.

Além disso, ele apresentou grande importância histórica durante a Revolução Francesa, onde foi comercializado e por se assemelhar a tecidos nobres, porém com um valor mais acessível. Falando em revolução no mercado têxtil, ele surgiu justamente assim: com o contexto de “Igualdade, Fraternidade e Liberdade”, ideais da Revolução e do Iluminismo, movimento que caracterizou a época.

O Jeans como conhecemos

O jeans invade a terra norte americana em meados de 1850, na região da Califórnia, no ápice da exploração do ouro, que careciam de uniformes vigorosos e de alta durabilidade. A partir disso, o alemão Oscar Levi-Strauss teve a ideia de transformar o material, vindo de Maryland, normalmente na coloração marrom, em calças confeccionadas com três bolsos que eram fixados com tiras.

Foi um sucesso, já que as peças mostravam resistência e estavam adequadas para trabalhos mais pesados. Dessa forma, a peça foi adotada também pelos trabalhadores rurais e ferroviários. A patente de sua criação foi concedida em 1873, e o comerciante morreu em 1902, deixando um legado.

Posteriormente o jeans se adaptaria a outros usos, sendo amaciado com a lavagem de pedras antes de sua comercialização, processo realizado por um alfaiate que, no futuro, se uniria a Levi-Strauss. Quando produzido ele apresentava uma coloração esverdeada, adquirindo o conhecido tom azul índigo apenas com a passagem do tempo e a incidência da luz.

Quando esta peça do vestuário invade o mercado, a partir do século XX, não mais direcionada para os trabalhadores, mas para um público mais amplo, ela inova a moda e subleva as massas, principalmente no auge do movimento hippie, que se vale deste item da indumentária para protestar contra um estilo de vida considerado conservador e tradicional. Assim, o jeans assume um caráter rebelde, mas logo depois é absorvido pelo mercado têxtil e pela moda em escala mundial.

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